sábado, 24 de maio de 2008

(Performance: Mago-Alquimista no Renascimento dos Filhos de Hórus).

Apresentação do Atelier: Supraconsciência e a Poesia.
Performance: Linguagem Poética e Arte Transpessoal

Pontifícia Universidade Católica / PUC. Fórum Sul Brasileiro de Transpessoal
02 de Abril de 2005, Porto Alegre / RS. Brasil.

X Congresso Holístico Internacional Unipaz
V Congresso Transpessoal Internacional Alubrat
3 a 6 de Setembro de 2005, Campinas / SP. Brasil

(Performance: Mago-Alquimista no Renascimento dos Filhos de Hórus).
Texto e Interpretação de Giancarlo de Aguiar. (Filhos de Hórus – Poesia)

Faces escuras que caminham juntas
Lado ao prisma branco
Longe demais
Todos cobertos por cubos alados
Seguidos por dados sanados
Coloridos por demais
Dentro desta fissura pura
Soltando fagulhas no ar
Impossível de respirar
O azul do mar também é ar
Mas nada disso tem importância
Se ficarmos aqui parados
Por tempo demais. . .
Mundo de lampejos, moinhos
Sinos a tocar. . .
Seria cedo o bastante para entendermos
Que existe algo no ar
O mar passa a passos lentos
Através das ondas que somem
No Horizonte
E são difíceis de enxergar
Mas refletem no ar
Aquilo que não podemos imaginar
Mas somos capazes de produzir o andar

Para alcançar ar e mar



Vazio da Realidade
Estou aqui
Diante deste nada absoluto
Não consigo mais sentir o amor
Nem perdoar o ódio que se apresenta
Neste ser
Que carrego por vidas e vidas já passadas
Em um abismo no universo da escuridão
Permaneço rasgando luzes
Na minha iluminescência de prata
Meus corpos nas trevas
São caminhos brilhantes de grandeza estelar
Queimo agora na chama do fogo
Em raio solar



Cúpula âmbar em chamas
O fogo é a redoma
Que impede que ele saia
O inesperado acontece!
De tanto fogo interno
E dentro de si a barreira
O mito quebra
Um dragão que não lança mais chamas
Transcendeu todo seu poder
Agora a chama é de água
Jorra e apaga o quente e ardente fogo infernal
Evapora fragmentos
Restos de projetos que ficam para trás
Mas o grande monstro alado d’água corre em frente
Voa alto jorrando fogo em água magma de tempestade
Lava a terra e some em busca do ser que sou
“Âmbar águia d’água”



No olhar somente água
Estou nela
Em mim
Permaneço constantemente água
Líquido de plasma
Volta corredeira assim
Um momento!
Enxurrada sobre os lagos
Mergulho
Jorra sangue água furnas evaporam fragmentos
Molde do ser
Voltam chuva lava. . .
Vulcânica ferve explode
Sobre o rio refresca
Desprendo água das moléculas
Misturo no profundo mar abissal
Sem cor-luz
Nascente d’água
Lugar de passagem para o mundo
Feito como céu de água
Pequena fenda úmida
Dentre névoas
Cachoeira distante
Fonte sacia a sede
Liqüifiltrando-se
Paredes translúcidas
Imagens onduladas
Substância luminosa
Intocável
Brilha cristalina
Fios de resina ainda molhadas
Hoje solidificadas
Guarda no interior
Eterno âmbar
Minha alma de água
Em abissal profundo mar
Da superfície serena
A tamanha vastidão
Dessa ilusão
Meu coração na alma pulsa
Eleva dimensões aqüíferas
Um jeito gozado
De gosto molhado
Em minha plenitude



Descasco
Arranco eu de mim
A cada casca uma dor
Nas carapaças escondo as lágrimas
E mais branco mais puro
Simples
A essência do meu ser



Sempre fui eternamente um ser adormecido
Pedra mineral em seu desmembrar
À consciência desperta
Suspira no vegetal a grandeza do animal
Sua essência natural espera em mim misericórdia
Impetuosa
Soluções para momentos urgentes
Ainda temos algo para defender
A terra em si seus filhos
Sincera batalha fundamental natureza existencial



Na legião de pura luz
Incandescente
Sobre o olhar renasce
Em cada lágrima
Mais um filho
De Hórus !